PF apreende quase R$ 1 milhão em espécie, dólares, euros, carros e joias em operação que mira deputado federal Adail Filho
PF apura suspeitas de fraudes em contratos públicos no Amazonas A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 990 mil, US$ 10 mil e € 1.255 em espécie, alé...
PF apura suspeitas de fraudes em contratos públicos no Amazonas A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 990 mil, US$ 10 mil e € 1.255 em espécie, além de 21 veículos, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Dinastia do Lago, deflagrada nesta quarta-feira (16). A ação mira o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), e o filho dele, o deputado federal Adail Filho (MDB). A operação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas à gestão municipal de Coari, no interior do Amazonas. Em Manaus, os agentes federais apreenderam R$ 352.750, US$ 10 mil e € 1.255, além de 11 carros em endereços ligados aos investigados. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em Coari, a PF encontrou cerca de R$ 637.750 e 10 veículos. Imagens divulgadas pela PF também mostram objetos de luxo, como relógios e joias, entre os bens apreendidos durante a operação. Não há informações sobre quais materiais foram apreendidos nem sobre o valor estimado. O que investiga a operação Dinheiro apreendido pela PF em endereços alvos de operação no Amazonas Reprodução/PF Segundo a PF, a investigação aponta para a possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros. As apurações indicam suspeitas de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras para pagamento de vantagens indevidas e para ocultação da origem e dos destinatários finais dos valores. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Adail Pinheiro e secretários municipais foram afastados dos cargos. Adail Filho foi alvo de busca e apreensão, mas permanece no exercício do mandato na Câmara dos Deputados. A defesa de Adail Pinheiro e Adail Filho informou que recebeu o cumprimento dos mandados de busca e apreensão "com surpresa". O advogado Fabricio de Melo Parente afirmou que considera o afastamento do prefeito "desnecessário" e que pretende apresentar as medidas cabíveis após ter acesso ao conteúdo da investigação. A defesa afirmou ainda que o cumprimento dos mandados de busca e apreensão não representa formação de culpa ou reconhecimento da prática de crimes. Segundo os advogados, os investigados não têm relação com os fatos que deram origem ao inquérito instaurado pelo STF e já adotam medidas para esclarecer o caso. Os dois, segundo a defesa, reafirmam a confiança nas instituições e esperam que os fatos sejam esclarecidos e a normalidade restabelecida o quanto antes. Prefeito de Coari é afastado por 90 dias em operação da PF que investiga corrupção e lavagem de dinheiro Quem são Adail Pinheiro e Adail Filho, principais alvos de operação da PF que investiga corrupção e lavagem de dinheiro Como começou a investigação A operação desta quarta-feira é um desdobramento de um inquérito aberto no STF para investigar Adail Filho por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação começou após a prisão em flagrante de três empresários no Aeroporto de Brasília, em maio de 2025. Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moutinho transportavam cerca de R$ 1,25 milhão em espécie em um voo entre Manaus e Brasília e não apresentaram, naquele momento, comprovação da origem do dinheiro. A partir da apreensão, documentos e aparelhos eletrônicos recolhidos durante a investigação foram analisados com autorização judicial. Segundo o processo, o material apontou movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis relações com contratos da Prefeitura de Coari. As apurações também identificaram empresas ligadas aos investigados que mantinham contratos com o município e que, segundo a investigação, podem ter sido usadas para fraudar licitações. O caso envolve ainda repasses de emendas parlamentares destinadas a Coari nos anos de 2024 e 2025. Segundo um despacho de Alexandre de Moraes, os documentos e dispositivos apreendidos indicaram, de acordo com a investigação, a realização de repasses financeiros por empresas vinculadas aos investigados em benefício de Adail Filho e de Adail Pinheiro. "Na mesma ocasião, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que, após análise autorizada judicialmente, revelaram a realização de repasses financeiros por pessoas jurídicas vinculadas aos investigados em benefício do Deputado Federal Adail Filho e de seu pai, Manoel Adail, prefeito do Município de Coari/AM", diz trecho da decisão. O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito no STF após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e enviou o caso para a Polícia Federal dar continuidade às investigações. Em 24 de junho de 2026, Moraes prorrogou a investigação por mais 60 dias, após pedido da Polícia Federal. Segundo a decisão, a PF apontou a complexidade dos fatos investigados, a quantidade de pessoas físicas e jurídicas envolvidas e a existência de diligências ainda pendentes. A investigação apura a possível prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na operação desta quarta, também são investigadas suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e peculato. O g1 tenta localizar a defesa de Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moutinho. Itens apreendidos durante operação no Amazonas Reprodução/PF Dinheiro apreendido durante operação da PF que mira deputado federal Adail Filho Divulgação/PF Carros apreendidos durante Operação Dinastia do Lago que mira deputado federal Adail Filho Divulgação/PF Dinheiro apreendido durante Operação Dinastia do Lago da PF que mira deputado federal Adail Filho Divulgação/PF